
O ser humano vive em vários tipos de paisagem no planeta, desde gelo absoluto a desertos, mas infelizmente existem outros ambientes inóspitos foram criados pelo próprio ser humano. Por exemplo, os grandes centros urbanos.
Quem mora em cidades populosas e vive o estresse diário do trabalho, dos compromissos, do enorme tempo gasto para se locomover, do excesso de ruídos e ainda por cima respira o ar carregado de poluição, sabe o quanto é importante a existência de espaços verdes para compensar essa "vida moderna".
A cidade de São Paulo, onde vivo, fica na região de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, mas teve praticamente toda sua floresta original devastada por construções devido ao crescimento populacional. Apenas nos extremos norte e sul da cidade encontramos algumas áreas maiores de preservação, como os parques estaduais do Jaraguá e do Horto Florestal e a reserva encontrada na divisa entre São Paulo e Itanhaém.
E pensar que até os anos 70 derrubada de árvores era tida como sinal de progresso...
Há muitos parques na cidade, porém a má distribuição não favorece a todos e para aproveitar momentos de lazer em locais assim os cidadão acabam tendo que se deslocar às vezes por muitos quilômetros. Infelizmente as periferias ainda são pouco lembradas quando o assunto é bem-estar; é difícil encontrar uma boa praça arborizada em alguns bairros, quanto mais um parque. Vale registrar que isso mudou um pouco nos últimos dez anos, mas essa situação ainda está muito a desejar.
As fotos são do SESC Interlagos, Zona Sul de São Paulo.
Texto e fotos: Paulo Heib





ardim Vertical não significa necessariamente que toda a parede esteja revestida de verde, podem ser alguns vasinhos salpicados, uma faixa da parede ou, claro, toda ela.











































