Roberto Burle Marx - O paisagista a frente do seu tempo

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 13/8/2010

Sua visão futurista, sua ousadia, sua imaginação criativa e indômita e seu patriotismo o transformaram no reformulador do paisagismo brasileiro – Rômulo Cavalcanti Braga



A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está intrinsecamente ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Quarto filho do alemão Wilhelm Marx com a pernambucana Cecília Burle, Roberto nasceu em São Paulo, em 1909, mas ainda nem havia ido para a escola quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Na casa ao pé do morro da Babilônia, perto do mar, ele começa a cuidar de seus primeiros canteiros, motivado pela mãe que cultivava um jardim de estilo europeu, e pelo pai, que assinava revistas estrangeiras de jardinagem. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. Lá, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen.


De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa. Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30.

Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata. O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível para o conservadorismo da época. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes.

No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela c orrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa. A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem um paisagismo renovador. A associação entre Burle Marx, Niemayer e Lúcio Costa não pára mais.

Profundo admirador e apaixonado pela flora brasileira Burle Marx, realiza incontáveis incursões por todo país a procura de exemplares raros e exóticos. Encontra nas Bromélias um sentido inovador e revolucionário para dar asas a sua imaginação criativa e indômita. Em Brasília, assinou os projetos das áreas verdes do Plano Piloto e inovou ao usar o Buriti, uma espécie de palmeira, em espaços urbanos.

Pouco a pouco, através de estudos aliados a prática, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. Faz de sua relação com a natureza uma prática monástica. Sua reverência a flora torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente. Burle Marx levou para o paisagismo o ideário da arte e arquitetura modernas. Rejeitou as flores exóticas com que o país compunha seus jardins públicos e particulares e trouxe para as praças a antes desprezada vegetação nativa. Compôs jardins como quem cria obras de arte. Pensou na topografia, no meio ambiente, na arquitetura e na plasticidade para projetar jardins e praças no Brasil e em mais de vinte países.


Burle Marx foi o paisagista que descobriu a riqueza da flora nativa do Brasil. Amante da natureza, chegou a catalogar 46 novas plantas e emprestou seu nome para várias espécies. Ao criar o projeto de paisagismo da Praça dos Cristais, Burle Marx utilizou 53 tipos de plantas, muitas delas não nativas do cerrado. Algumas não se adaptaram ao clima de Brasília e não sobreviveram. Outras resistiram e estão lá até hoje. Um exemplo é o Buriti de aproximadamente 12m que se encontra no local há 38 anos.

O homem de cabelos e bigodes brancos já havia passado dos 70 anos quando decidiu coordenar uma expedição científica à Amazônia. Botânicos, arquitetos paisagistas e fotógrafos percorreram mais de 10 mil quilômetros em 53 dias de exaustiva rotina de observação, coleta de espécies, documentação, catalogação e embalagem de plantas vivas, como relata Vera Beatriz Siqueira em Burle Marx, da editora Cosac Naify.

O mesmo desbravador de florestas — que se apossou do espírito dos viajantes europeus dos séculos passados — era um paisagista que, na prancheta, desenhava projetos que ainda no papel já eram uma obra de arte. Apesar disso, “o desenho jamais determinou o destino do jardim, que o paisagista sabia ser imprevisível e instável”, como escreve Vera Siqueira.

Quando a pintora modernista Tarsila do Amaral conheceu as praças de Roberto Burle Marx (1909 / 1994), logo o chamou de Poeta dos Jardins. E, assim, sintetizou uma das grandezas do paisagista: projetar jardins como quem pinta um quadro. Ele reunia plantas e flores com cores, texturas e formatos complementares, entremeadas a painéis e esculturas, transformando a paisagem numa obra de arte. A busca pelo aspecto pictórico nas composições era uma das prioridades de Burle Marx, assim como a utilização de espécies nacionais, aponta Haruyoshi Ono, paisagista e diretor do escritório Burle Marx & Cia.



Convidamos você para o próximo artigo onde serão abordadas alguns projetos de Burle Marx, não deixe de ler.

Rômulo Cavalcanti Braga é paisagista
Contato: romulocbraga@uol.com.br

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Kassab cria parques onde São Paulo já é verde


As regiões com grande cobertura vegetal de São Paulo concentram os maiores entre os novos cem parques que a prefeitura quer criar até 2012. Não há previsão de novas áreas verdes em regiões áridas da cidade, como Brás, Sé, Santa Cecília e República.
A informação é de reportagem de Eduardo GeraqueEvandro Spinelli e Vanessa Correa, publicada na edição da Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Dados da prefeitura indicam que quase metade da cidade tem uma relação baixa de área verde por habitante. A cobertura vegetal se concentra nos extremos sul e norte da cidade, além de um pequeno trecho a leste. Nesses locais a prefeitura está fazendo cinco novos parques com mais de 1 milhão de metros quadrados de área.
De acordo com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, há mais potencial de implantação de parques com maior área nas regiões com maior cobertura vegetal.
O secretário Eduardo Jorge, no entanto, disse que a intenção é distribuir as áreas verdes por toda a cidade.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Região na divisa da Freguesia do Ó e Brasilândia, na zona norte, já tem verde e ganhará novo parque
Região na divisa da Freguesia do Ó e Brasilândia, na zona norte, já tem verde e ganhará novo parque
Diego Padgurschi/Folhapress
Já a região de Santa Cecília, no centro, não tem espaços verdes e deve continuar assim, sem previsão de parques
Já a região de Santa Cecília, no centro, não tem espaços verdes e deve continuar assim

Manutenção de jardins


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Manutenção de jardins

[Por Marisa Lima] 

Muitas vezes, quando sou contratada para fazer um projeto de paisagismo, a primeira questão que o cliente coloca é que “quer um jardim sem necessidade de manutenção”. Um jardim sem manutenção NÃO EXISTE. Podemos colocar plantas de fácil manutenção, porém ela sempre vai ser necessária.

Quando se contrata um profissional para fazer a manutenção, deve se levar em conta o conhecimento técnico deste profissional. Fazer manutenção não é apenas cortar a grama. Para se manter um jardim bonito e saudável precisamos de muitas etapas.

Nunca contrate o jardineiro ou o paisagista que cobrar o menor valor. O valor cobrado depende da experiência, do tamanho da área, da dificuldade da manutenção. Pesquise sempre sobre o trabalho do profissional a contratar.

O que uma manutenção deve incluir:

- poda da grama, de contenção e de formação, isto inclui galhos e folhas secas, com pragas ou doenças;



- adubação na época certa e em quantidades corretas, pois o excesso de adubo pode matar suas plantas;

- retirada de ervas daninhas e plantas invasivas;

- tratamento fito-sanitário com defensivos em dosagens corretas e com a fórmula certa para cada praga e doença;

- aeração do solo;

- replantio de mudas;

- rega.

Verifique se as ferramentas estão bem afiadas, pois uma tesoura que mastiga o galho de sua planta pode danificá-la para sempre.



Verifique também se o jardineiro retira as ervas daninhas da grama antes de cortá-la, pois existem os que passam o cortador na grama e apenas no mato, e, como o mato cresce mais rápido, ele surgirá antes mesmo do próximo corte da grama trazendo um aspecto de desleixo ao jardim.

É necessário que exista, além do jardineiro, o acompanhamento técnico do paisagista, principalmente na escolha adequada das mudas a serem replantadas ou das mudas novas que serão acrescidas ao jardim.

 Eu (ao fundo) orientando o plantio.




RETIRADO DO SITE
http://blogdepaisagismo.lopes.com.br/2009/02/manutencao-de-jardins.html

Áreas Verdes nas Grandes Cidades



O ser humano vive em vários tipos de paisagem no planeta, desde gelo absoluto a desertos, mas infelizmente existem outros ambientes inóspitos foram criados pelo próprio ser humano. Por exemplo, os grandes centros urbanos.

Quem mora em cidades populosas e vive o estresse diário do trabalho, dos compromissos, do enorme tempo gasto para se locomover, do excesso de ruídos e ainda por cima respira o ar carregado de poluição, sabe o quanto é importante a existência de espaços verdes para compensar essa "vida moderna".

A cidade de São Paulo, onde vivo, fica na região de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, mas teve praticamente toda sua floresta original devastada por construções devido ao crescimento populacional. Apenas nos extremos norte e sul da cidade encontramos algumas áreas maiores de preservação, como os parques estaduais do Jaraguá e do Horto Florestal e a reserva encontrada na divisa entre São Paulo e Itanhaém.

E pensar que até os anos 70 derrubada de árvores era tida como sinal de progresso...

Há muitos parques na cidade, porém a má distribuição não favorece a todos e para aproveitar momentos de lazer em locais assim os cidadão acabam tendo que se deslocar às vezes por muitos quilômetros. Infelizmente as periferias ainda são pouco lembradas quando o assunto é bem-estar; é difícil encontrar uma boa praça arborizada em alguns bairros, quanto mais um parque. Vale registrar que isso mudou um pouco nos últimos dez anos, mas essa situação ainda está muito a desejar.




Ler um livro na sombra de uma árvore, deitado sobre uma grama bem aparada é um prazer que deve ser cultivado.

As fotos são do SESC Interlagos, Zona Sul de São Paulo.


Texto e fotos: Paulo Heib

Dez espécies de plantas fáceis de cuidar para mudar o astral do ambiente sem dar muito trabalho


Publicada em 07/02/2011 às 11h13m
O Globo
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Cactos não necessitam de regaRIO - Você até queria ter plantas em casa. Mas acaba desistindo da ideia ao pensar no trabalho que elas podem dar, com regas diárias, troca da terra e uso de fertilizantes, entre outros cuidados. Se você se identifica com este perfil, saiba que não são todas as espécies que exigem grande dedicação. A paisagista Ana Iath tem algumas sugestões para quem quer deixar a casa mais verde sem ter muito trabalho.
Na maior parte dos casos, as plantas sem flores são relativamente fáceis de cuidar e já contribuem para mudar o astral do ambiente. Ana fez uma seleção de 10 espécies com preço médios que variam de R$ 15 a R$ 150. Veja e escolha a que mais combina com você.
1) Pata-de-elefante: planta de deserto, armazena água em sua base, assim não precisa de muita rega. Suas folhagens lembram uma palmeira. Pode ser usada em salas e varandas de muito sol. Valor médio: R$ 150.
2) Lança de São Jorge: esta planta é uma espécie de "nova versão" da antiga Espada de São Jorge, muito comum nas casas de nossas avós. Quase não precisa de água. É muito resistente e tolera ambientes com pouca luminosidade. Fica bonita em cantos de sala, ao lado da porta de entrada. Valor médio: R$ 90.
Lança-de-São-Jorge, uma planta comum na casa das avós
3) Pau-d'água: Esta planta também está voltando à moda. De tronco resistente e folhagens largas, também não precisa de muita rega. Uma bela composição é usá-la num cachepô de vidro forrado com cascas de madeira. Custo médio: R$ 150.
4) Palmeira Rafis: palmeira de várias hastes, rústica, exige pouca rega. Suas folhagens de cor verde escura e brilhante abrem em leque nas extremidades. Pode ser usada em salas e varandas. Custo médio por haste: R$ 20.
5) Pacová: planta de folhagem larga e porte médio, deve ser usada em locais de sombra. Fica bem em varandas que não recebam sol direto. Custo médio: R$ 60.
6) Samambaias: plantas que servem para enfeitar varanda, sala e hall social. Existem algumas variações: americana, chorona e jamaica, por exemplo.Tente evitar ao máximo o tradicional uso com pratos e correntinhas, dê preferência por usá-las em painéis verticais ou plantadas em vasos baixos. Precisam de mais cuidado com a rega e não devem pegar sol direto. Custo médio: R$ 15.
7) Palmeira Areca: esta palmeira muito resistente fica bem nas varandas que recebem sol direto. Necessitam poucos cuidados. Custo médio: R$ 20.
8) Palmeira leque: palmeira de bela forma, com as folhas drapeadas e brilhosas. Ótima opção para sala com boa luminosidade, esta planta não tolera muita rega. Custo médio: R$ 60.
Orquídeas: apesar de apartência frágil, são resistentes e de pouca necessidade de rega
9) Cactos e suculentas: São plantas de deserto e, portanto, são bem resistentes e necessitam de pouca água. Existem vários tipos: com espinho, sem espinho, grandes e pequenas. Podem ser criadas composições com pedras e cascas de árvores - é o que chamamos de jardim seco. Mas essas plantas precisam de boa luminosidade. Como possuem grandes variações de tamanho, os preços também variam muito, podendo ir de R$ 5 a R$ 80.
10) Orquídeas: Classificadas como as rainhas das plantas, as orquídeas, apesar da aparência frágil, são resistentes e não precisam de muita água. Ficam lindas num arranjo em cima da mesa de jantar. A floração dura cerca de 50 dias. Custo médio: R$ 25.

Paisagismo: Beleza e praticidade do Jardim Vertical


Autor: Marisa Lima - Data: 26/1/2011


ardim Vertical não significa necessariamente que toda a parede esteja revestida de verde, podem ser alguns vasinhos salpicados, uma faixa da parede ou, claro, toda ela.



Desde que eu era criança usava-se vasinhos na parede, depois a novidade foi o xaxim, que nos possibilitou usar mais plantas nas paredes grudadas nas placas de xaxim. Hoje já temos inúmeras e diferentes técnicas para forrar toda a parede ou todo edifício com plantas, como faz Patrick Blanc, tornando um edifício uma obra de arte.



Com isso ter uma ”parede verde” tornou-se o sonho de muita gente.
Com o pouco espaço que temos hoje em dia em casas e apartamentos, qualquer cantinho é aproveitado e assim mais lugares são humanizados com plantas.
Alguns modelos a seguir para servir de inspiração.






Marisa Lima é paisagista em São Paulo e Rio de Janeiro
http://www.blogdapaisagista.blogspot.com
marisalima@marisalima.com.br

Como regar as plantas?

Que horas devo regar?
Os melhores horários são de manhã e no fim da tarde (depois das 15h). Ao contrário do que muitos acreditam, regar ao meio-dia não cozinha as folhas. O que ocorre é que boa parte da água que jogamos se evapora ao meio-dia, pois é um horário muito quente. À noite a planta absorve pouca água, e suas folhas demoram muito a secar. Para evitar o aparecimento de fungos, é melhor evitarmos regas à noite.

Curiosidade: 'Regar' ou 'irrigar'?
Muito se confunde o termo “irrigar”, ou “irrigação”, com o “regar”, ou “regas”. Essa diferença não é muito importante para nós, mas vale a pena entender. O termo “irrigar” faz referência às regas com quantidade de água minuciosamente controlada, calculada com base em vários fatores, o que quase nunca ocorre em jardins. O termo “irrigação” é utilizado amplamente na agricultura, o termo “rega” é utilizado para jardins e outros pequenos cultivos.


De quanto em quanto tempo regar?
Não siga as regras à risca. Não recomendamos a utilização de regar regradas, do tipo “dois copos de água, a cada 3 dias”, pois isso não funciona bem. Temos dias mais quentes e outros mais frios, mais secos ou mais úmidos, mais ensolarados ou menos... Cada dia a perda de água é completamente diferente do outro. Assim, regas regradas demais levam ao excesso ou falta de água em alguns dias.

Água demais prejudica sua planta também. Por isso, mexa na terra com um palito ou com seu dedo. Veja se está seca ou úmida por baixo da superfície antes de regá-las.
Algumas plantas precisam de regas mais freqüentes e outras menos. Verifique suas plantas a cada 2 dias. Se já estiver molhado, deixe para outra hora.

Quanta água colocar?
Isso dependerá de outros fatores, mas como uma regra geral, evite encharcar a terra (existem exceções). Água demais “afoga” as raízes, que também precisam de ar, além de aumentar o aparecimento de fungos e doenças. Regue devagar, parando quando a água começar a demorar um pouco a entrar na terra, ou quando a água escorrer ao fundo de um vaso.

Molhar as folhas tem problema?
Depende da planta. Plantas de folhas sensíveis, como as violetas, não devem ter suas folhas molhadas
.
Molhar as folhas não é necessário, mas às vezes inevitável. Quando puder, aplique a água na base da planta ou em pratinhos, pois manter as folhas secas reduz a possibilidade de algumas doenças.

No caso de pratinhos, evite mantê-los cheios d’água, pois isso é indício de excesso, e sempre coloque areia grossa, para evitar a proliferação do mosquito da dengue!




texto retirado do site http://www.cultivando.com.br

A árvore da felicidade

Vaso com 40cm de altura
Origem: Ilhas do Pacífico.


A árvore-da-felicidade costuma ser cultivada em "casal", sendo o "macho" a Polyscias guilfoylei e a "fêmea" a Polyscias fruticosa. Em outras palavras, ambas as plantas pertencem ao mesmo gênero mas são espécies diferentes. Diz-se que ela deve ser ganhada como presente. Essa planta possui uma característica específica, exalando um cheiro característico no fim das tardes.


Prefere vasos médios a grandes, em ambientes internos.
Ela não tolera baixas temperaturas, sendo recomendada somente para locais de clima tropical e subtropical.

Cultivo: Se desenvolve bem em ambientes sombreados, mas bem iluminados, podendo também ser plantada à meia-sombra.
Quando plantada diretamente no solo, é recomendável o plantio em locais onde não haja muito vento, já que suas folhas se desidratam facilmente.
As regas devem ser mais mais intensas no verão, e mais espaçadas no inverno. A falta de água causa murchamento e queda das folhas.




Frutíferas: A Uva






A uva é fruto da videira, e é bastante comum as pessoas quererem tê-la em casa, seja em vasos ou no chão. Nessa época do ano, os cachos já estão bastante desenvolvidos. As mudas enxertadas com porte de 1,30m de altura costumam custar em torno de R$ 30,00.

De cunho extremamente ornamental, as parreiras de uvas são opções de extremo bom gosto para quem valoriza uma bela planta para decorar sua casa.

Segue partes de texto da revista Globo Rural com algumas propriedades dessa bela frutífera.


As uvas possuem diversas propriedades benéficas à saúde. Elas protegem o sistema circulatório e o coração; têm propriedades antioxidantes, o que significa que impedem a ação de radicais livres no organismo; apresentam características antiinflamatórias; inibem a aglomeração das plaquetas sangüíneas, reduzindo os riscos de ocorrência de infartos e derrames; além de impedir alguns processos desencadeadores do câncer. A fruta ainda é boa fonte de vitamina C e do complexo B, rica em minerais como magnésio, enxofre, ferro, cálcio e fósforo.

O melhor desenvolvimento da videira ocorre em regiões de clima mediterrâneo. Apesar disso, adapta-se a diferentes condições climáticas. A planta prefere temperaturas entre 15 e 30 graus, faixa que influencia o processo de fotossíntese, a produtividade e a duração dos dias entre floração e colheita, período que deve contar com muita luminosidade. Com exceção dos encharcados, a videira vai bem em qualquer tipo de solo.



Por ser trepadeira, a cultura precisa de suporte para a sustentação dos ramos. A latada ou pérgola é formada por malhas suspensas a cerca de dois metros do chão. As plantas são, assim, conduzidas na horizontal, o que permite um melhor desenvolvimento e maior produção. O sistema mais utilizado para produção de uvas para vinhos finos é a espaldeira.

Nesse caso, a videira é conduzida na vertical, em armações formadas por postes, com dois ou mais fios de arame, numa estrutura de uma cerca.

A enxertia ou enxerto é a prática comum de plantio para as cultivares de Vitis vinifera e para os plantios comerciais das variedades de Vitis labrusca. As variedades utilizadas como porta-enxertos são mais precoces e apresentam um maior vigor e resistência a pragas de solo.


Fotos: Paulo Heib

Adaptação do Texto de João Mathias - www.revistagloborural.globo.com



As cores das rosas

Caixa de rosas com 10 mudas enxertadas (cores diversas)

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Sem dúvida as rosas são as plantas mais cheias de significado que existem. Quem nunca pensou em dar aquele bouquet de rosas de presente alguma vez? E qual cor escolher? Segue texto do site www.mundodeflores.com com algumas curiosidades a respeito das cores das rosas para facilitar a sua vida na próxima vez que for comprar aquele bouquet.


As rosas vermelhas
As rosas vermelhas no chão são símbolo de amor, um simples amigo as pode enviar lisonjeando a beleza e o respeito que os une. Trata-se duma das cores mais excitantes e apaixonadas da rosa. Os jovens apaixonados costumam escolher a rosa vermelha para oferecer à sua parceira, mas também podem oferecer a um amigo como prova de respeito.

As rosas brancas
São o símbolo da pureza e da inocência. Esta cor costuma ser escolhida pelas noivas para os seus buquês porque significa que durará toda a vida. As rosas brancas também estão unidas ao amor. Uma moça a quem se ofereça este tipo de rosas quer-se demonstrar que esperam um futuro sólido com ela. Significa amor puro, feliz e para sempre. Alias, se uma pessoa está doente, esta é a cor das rosas que devem oferecer, para demonstrar que esperam por ela.


As rosas cor-de-rosas
Oferecer uma flor cor-de-rosa é a forma de agradecer um favor importante. Também significa o apreço que se tem por alguém. Esta rosa também tem o significado de ausência de maldade, ou seja, não há nenhuma dupla intenção nas pessoas que as oferecem. Por isso, a pessoa que oferece este rama de flores é de confiança. Se a cor do ramo de flores é de um tom rosa suave, então significa admiração e simpatia.

As rosas amarelas
São as rosas ideais para oferecer a um adolescente. Para os mais supersticiosos, esta cor traz consigo uma malícia. Se a pessoa que oferece estas rosas não é muito próxima, então ela pode ter segundas intenções. No entanto, para as pessoas céticas, as rosas amarelas significam satisfação e alegria, e são uma boa forma de festejar entre amigos um aniversário significativo. Amarelo também é a cor da fortuna.



Outras cores

As rosas laranjas: Significa entusiasmo e desejo.
As rosas vermelhas bordeaux: Significa beleza inconsciente.
As rosas azuis: Significam confiança, reserva, harmonia e afecto.
As rosas verdes: Significa esperança, descanso da juventude e equilíbrio.
As rosas violetas: Significa calma, auto-controlo, dignidade e aristocracia.
As rosas pretas: Significa separação, tristeza e morte.
As rosas cinzentas: Significa desconsolo, aborrecimento e velhice.



Fotos: Paulo Heib

Diário de um Jardim: Orquidea Phalaenopsis

Diário de um Jardim: Orquidea Phalaenopsis

Caros visitantes

Caros visitantes e colegas blogueiros,

Caso gostem das postagens e desejem colocá-las em seus blogs e sites, fiquem à vontade pois aqui a nossa intenção é agregar e compartilhar.

Porém, não se esqueçam de colocar as devidas referências e colocar os links das fontes. Da mesma forma que eu faço quando o texto que eu posto não é criado por mim.

Vamos fazer uma internet amistosa.


Grande abraço,

Paulo Heib

A orquídea Phalaenopsis





A orquídea Phalaenopsis é uma das espécies mais comercializadas. Ela é comumente encontrada na cor branca mas existem também outras exóticas, passando por cor-de-rosa claro e maravilha. Ela costuma custar a partir de R$ 35,00 em floriculturas, com apenas uma haste.


CUIDADOS COM A PHALAENOPSIS

Esse tipo de orquídea prefere sempre substratos compostos por casca de pinus, pó de xaxim, carvão vegetal e musgos. Ao replantar a sua muda, dê preferência ao vaso de cerâmica com furos na laterais, como o da minha orquídea da foto.





Uma vez por ano (em geral no bimestre outubro/novembro)a Phalaenopsis emite cachos de até 12 flores, se bem cuidada. Suas flores têm muita durabilidade e resistência, persistindo por três ou cinco semanas antes de murcharem.


REGA

A rega deve ser esporádica, de 10 em 10 dias pelo menos. Não se deve mantê-las enxarcadas com risco de perder a muda. As flores também duram muito menos caso a phalaenopsis seja muito regada.


ADUBAÇÃO

A adubação pode ser realizada uma vez ao mês, e recomenda-se a fórmula química NPK 10:10:10, numa pequena porção em uma colher de café para um litro de água. As Phalaenopsis que estão florindo ou com suas raízes ainda não adaptadas ao vaso (recém replantadas) não devem receber fertilizante.


MANUTENÇÃO

A Phalaenopsis deve ter sua haste cortada acima do terceiro "nó", após as flores murcharem. Esta poda deve ser realizada com tesoura esterilizada. A poda deve ser feita na haste, após o terceiro nó, numa altura aproximada de 20 centímetros. Após a poda da haste, a Phalaenopsis pode voltar a dar novos cachos ainda no mesmo ano, numa ramificação.

Na dúvida, simplesmente não corte a haste. :-)










Paulo Heib - Paisagista
11 9829-4076
pauloheib@hotmail.com

Fotos e textos: PAULO CEZAR HEIB



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Trecho retirado do livro "Orchids for everyone", de Jack Kramer. Tradução de Francisco Benedito Wieckert

site: http://www.sob.org.br/phalaeno.htm

O gênero Phalaenopsis tem características muito elegantes. Algumas variedades apresentam florações espetaculares, como por exemplo a P. schilleriana, que comumente chega a ter mais de setenta flores em uma única haste floral. Mas esta espécie também é conhecida por sua belíssima folhagem verde escura, salpicada de cinza prateado, com folhas achatadas em forma de língua e flores róseas ou brancas, com até 7,5 cm de diâmetro.

Nos últimos anos, vários híbridos de Phalaenopsis têm sido criados para obtenção de flores de corte. Suas flores brancas tornaram-se populares para buquês de noivas.

PHALAENOPSIS em seu habitat natural

Todas as espécies encontradas são nativas do extremo leste asiático. Fixadas nesta área, estendem-se por Burma, Ilhas Molucas e especialmente nas Filipinas.

O nome Phalaenopsis deriva de "Phalaena", "Phalena" ou mariposa e "opsis", "aparência de"; foi sugerido pelo botânico holandês Blume, quem a encontrou pela primeira vez em 1825 e a nomeou de Phalaenopsis amabilis, como a mariposa tropical Phalaena.

Phalaeonopsis são epífitas ou litófitas. As plantas crescem prendendo-se a ramos, troncos de árvore e rochas e quase sempre fixadas em lugares sombrios. Algumas espécies crescem bem próximo à praia, recebendo os respingos da água salgada do mar (o jardineiro que era encarregado de cuidar da coleção de orquídeas do Jardim Botânico da Inglaterra particularmente tinha grande sucesso no cultivo deste gênero. Colocava areia e cascalho de pedra nas prateleiras, onde periodicamente acrescentava pedras de sal próximo às plantas para evitar congelamento da água nas bandejas).

Três espécies, P. lowii, P. parishii e P. esmeralda são muito sensíveis nas condições do seu hábitat nativo, onde crescem em cima de pequenos arbustos e pedras limosas. Mas quando cultivadas em estufas, longe das drásticas mudanças climáticas, normalmente têm suas folhas conservadas integralmente.

As folhas têm textura de couro e podem ter até 46 cm de comprimento por 7 cm de largura. São suculentas, servindo de reserva de água e alimento. A maioria das espécies viceja na selva, onde a temperatura é naturalmente uniforme, entre 24 graus à noite e 35 graus durante o dia, com índices pluviométricos de 2.030 mm³ ao ano, e uma atmosfera quase sempre saturada de umidade, razão pela qual são desprovidas de bulbos.

As raízes crescem livremente e aderem a tudo que possam firmar-se, sejam árvores ou rochas. O cultivo em vasos impossibilita que as raízes fiquem soltas por fora do recipiente, desenvolvendo-se, assim, em meio ao substrato, o que retarda seu crescimento. A P. schilleriana e a P. stuartiana têm raízes de coloração prateada, largas e achatadas, algumas com crescimento muito extenso para captar alimento e prover a fixação.

O alimento é principalmente provido pela umidade atmosférica, bem carregada, que contribui para o enraizamento na parte inferior, e grande absorção pelas raízes aéreas e folhas.

Em seu hábitat natural as hastes florais ficam dependuradas em cascatas, sobre suas longas e pesadas folhas, e estão continuamente em floração. Após a floração mais hastes podem surgir da haste original. Se depois da primeira florada tiver caído a haste, esta voltará a produzir outras brotações florais. Se quiser usar as flores para decoração, corte a haste acima do nó mais alto. A planta irá então produzir uma nova haste secundária dentro de pouco tempo. Geralmente, em cultivo, as hastes são estacadas para cima.

Quando as condições são favoráveis, as plantas são capazes de produzir "keiks", brotações nas gemas da haste floral. Com o crescimento da jovem planta, ela irá desenvolver suas próprias raízes. No hábitat é comum ver grandes colônias de plantas formadas de "keiks" florais já independentes, avançando ao longo dos galhos, produzindo suas próprias hastes florais.

Em algumas espécies, incluindo a P. violacea, a P. amboinensis e a P. mariae, após a floração, se fecundadas, irão formar uma cápsula de sementes, em que as sépalas e pétalas tornam-se espessas, de cor verde como as folhas, mas seguindo o mesmo caminho das funções de reprodução por sementes.

A condição natural do meio ambiente das Phalaenopsis provê à espécie temperaturas médias estáveis, alta umidade e bom sombreamento. Por ser uma planta delicada, deve preferencialmente ser cultivada em estufas.





Brinco-de-princesa




Nome Científico: Fuchsia hybrida
Nome Popular: Brinco-de-princesa, fúcsia, agrado, lágrima
Família: Onagraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América do Sul
Ciclo de Vida: Perene




Essa é umas das plantas que mais vendo. O brinco-de-princesa nunca sai de moda com suas várias cores e formatos, em vasos pendentes ou mesmo plantada no chão. Essas duas das fotos estão comigo há uma semana, e estão ainda exuberantes. Elas gostam de muita água e caem muito rapidamente caso fiquem sem rega ou mesmo se tomarem sol muito quente.

Segue texto do site jardineiro.net falando um pouco mais sobre os cuidados com as fuchsias:

"Flor símbolo do Rio Grande do Sul, o brinco-de-princesa ou fúcsia é uma planta que faz um enorme sucesso internacional. Possui muitas variedades, sendo que tanto pétalas, quanto sépalas podem ser de cores e de formas diferentes. As cores mais comuns são vermelho, rosa, azul, violeta e branco, com diversas combinações, sem mesclas. A ramagem é pendente, mas pode haver variações, com plantas mais eretas e outras mais pendentes.

Para ficar sempre bonito, o brinco de princesa requer boa iluminação, de preferência sob luz difusa ou meia-sombra, no entanto muitas variedades vão bem sob sol pleno. Mas um detalhe é unânime, as fúcsias apreciam o frio e portanto deve-se dar preferência para o cultivo no sul do país e nas regiões serranas. O substrato deve ser bem fértil, enriquecido com humus e composto orgânico. A propagação pode ser por sementes ou por estacas."



Fotos: Paulo Heib

As suculentas












A não tanto tempo, as simpáticas suculentas eram desprezadas por seu aspecto exótico. Essa bobagem já passou e hoje elas são uma das preferidas para ornamentar vasos devido à garnde variedade de cores e formatos, bem como pela facilidade no seu cuidado.


As mais populares suculentas são:

Sedum morganianum
Graptopetalum paraguayensis
Crassula ovata
Crassula ovata cv. 'Hobbit'
Portulacaria afra variegata
Echeveria 'Perle Von Nurnberg'




Segue texto do site jadineiro.net que fala dessas belas plantas.

"Originárias em sua maioria de ambientes desérticos, onde predomina o clima árido e as altas temperaturas, elas desenvolveram características especiais para que pudessem se adaptar. Algumas têm uma espécie de "pêlo" nas folhas, outras uma camada de cera, ambas as coberturas previnem a perda de água armazenada nas seguintes estruturas: folhas, caules, ou ainda nos troncos e raízes.

A capacidade de armazenar água e a grande resistência faz com que elas exijam pouquíssima manutenção. Geralmente basta um substrato bem drenado, no mínimo 4 horas diárias de sol e um bom regime de regas.
Para tê-las em casa por um bom tempo, basta seguir estas dicas:

Sua suculenta pode ser plantada tanto no vaso plástico como no de cerâmica, mas tenha sempre em mente que o plástico vai exigir um número menor de regas, pois ele não absorve a água como o de cerâmica, e consequentemente, permanece mais tempo molhado.

Aumenta o aproveitamento dos adubos colocados no solo, principalmente os NPK, pois as plantas terão maior capacidade de absorção.

Use um substrato bem drenado. Existem muitas recomendações de substrato, você pode encontrar uma que dê melhores resultados. Para isso teste em casa com suas mudinhas:

Sugestão 1:
1 parte de terra vegetal
2 partes de areia grossa

Sugestão 2:
1 parte de terra vermelha
1 parte de húmus de minhoca
1 parte de areia grossa
1 parte de carvão vegetal moído







As regas devem ser cuidadosas, uma vez por semana no verão, de maneira abundante, e uma vez a cada quinze dias no inverno. Não use pulverizadores para não formar um ambiente úmido em torno das plantas. Essa é só uma sugestão – você descobre a medida – se perceber que suas plantas estão murchando, aumente gradativamente a quantidade de água, caso as folhas da base começarem a apodrecer, diminua.


Não adube excessivamente seus vasos. O excesso de nitrogênio faz com que as plantas cresçam exageradamente e fiquem muito suculentas. A planta fica estiolada (comprida e magrinha) e com as portas abertas para o aparecimento de doenças.

Use 1 colher de café de NPK 10-10-10 a cada mês nos vasinhos e elas se manterão bonitas. Use também farinha de osso (1 colher de chá/vaso) uns 2 meses antes da floração.

Deixe seus vasinhos ao sol, a maioria das suculentas gosta dele. As plantas que não tomam a quantidade necessária de luz ficam estioladas, tem sua aparência descaracterizada, a cor fica pálida e elas começam a apodrecer na base. Sempre observe o desenvolvimento e pesquise sobre as necessidades da sua planta, só assim ela vai ficará sadia e poderá oferecer toda sua beleza."





Fotos: Paulo Heib

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