Plantas Aquáticas


São três subcategorias:


Plantas Palustres
- As plantas palustres são características de locais encharcados, elas se desenvolvem na proximidade de lagos e tanques e muitas vezes se confundem com plantas marginais, invadindo um pouco às margens dos lagos.
Plantas Marginais
-As plantas marginais preferem locais rasos, como margens de lagos e permanecem com as raízes e a primeira porção do caule e folhas submersos, além disso oferecem excelente abrigo para a vida silvestre, como rãs, insetos e outros animais aquáticos.

Plantas Flutuantes
-São as plantas que ficam flutuando na superfície do lago, não possuem raízes fixadas a nenhum substrato e necessitam de sol pleno. Oferecem sombra para os seres submersos.

Plantas Aquáticas - No Aquário

No Aquário


Ao montar o seu aquário, tanto peixes como as plantas aquáticas precisam de alguns cuidados básicos, afinal tratam-se de seres vivos. 

Muita gente pensa ser difícil manter plantas aquáticas no aquário (por falta de informação) e acabam usando plantas artificiais. Porém plantas naturais, além de deixarem um aquário muito mais bonito, fazem parte do ambiente aquático auxiliando na “limpeza” da água, tornando o aquário um mini-ecossistema.

Para se desenvolverem bem, as plantas necessitam de luz, macro e micro-nutrientes, e gás carbônico (CO2). 

Cada tipo de planta necessita destes elementos em determinada proporção, por isso algumas plantas são mais fáceis e outras mais difíceis de cultivar. Se faltar algum destes elementos, as plantas provavelmente não irão se desenvolver bem, e se existirem em excesso, serão utilizado pelas algas, que são bem menos exigentes, e infestam o aquário rapidamente.

Mesmo assim é possível ter um belo aquário com plantas sem se preocupar muito, e melhor ainda, sem gastar muito. Nas linhas seguintes, vou dar uma breve, e básica explicação sobre cada elemento essencial para as plantas.

Iluminação
A iluminação é essencial para a realização da fotossíntese, pois é a fonte de energia para que as plantas possam transformar os outros elementos em alimento. A qualidade da luz é mais importante que a duração. As plantas preferem luz do espectro azul e vermelho, mas o aquário ficaria “feio” de ser observado, então devemos dar preferência às lâmpadas de espectro total.

Infelizmente as melhores lâmpadas (10000K, 50/50) são muito caras, e se você tiver destas lâmpadas também vai ter que investir nos outros elementos (lembra da proporção). Porém é possível ter plantas crescendo usando uma combinação de lâmpadas luz do dia, com outras mais sofisticadas, também é possível usar apenas lâmpadas luz do dia, mas você ficará limitado às plantas pouco exigentes por luz. Já que estas lâmpadas provêem apenas iluminação, mas não fornecem a energia luminosa de que as plantas necessitam.

O ideal é ter cerca de 0,5 a 1 watt/litro de água, considerando-se que quanto mais fundo o aquário, maior será a potência necessária, evite aquários com mais de 60 cm. de altura, pois além de necessitar de uma iluminação melhor, e mais cara, a manutenção fica mais difícil(considere o tamanho do seu braço). O período de iluminação ideal varia de 10 a 12 horas diárias, pois a maioria das plantas encontram-se naturalmente em áreas tropicais, e é esta a duração aproximada do dia nestas regiões.

É muito importante não se esquecer do equilíbrio(proporção) dos elementos. Se você tiver muita luz, e poucos nutrientes e CO2, você estará desperdiçando energia luminosa, que provavelmente será aproveitada pelas algas.

CO2
Como todas as plantas, as aquáticas também respiram gás carbônico, e expelem oxigênio. Sem a quantidade(proporção) certa de CO2 , as plantas não poderão realizar a fotossíntese.

Todo aquário contém uma certa quantia de CO2 , seja pela respiração dos peixes, seja pelo contato com o ar. Porém esta quantia é muito pequena, cerca de 1 a 3 ppm, sendo que para um crescimento exuberante com florescência, a maioria das plantas necessita de cerca de 10 a 20 ppm, e é impossível de se conseguir estes valores sem a introdução artificial de CO2 .

Muitas pessoas dizem que o CO2 ajuda a evitar algas, na verdade o CO2 faz com que as plantas consumam mais luz e nutrientes, competindo com as algas.

Nutrientes
Os macro-nutrientes, ou simplesmente nutrientes, são os elementos que as plantas(todas) necessitam em maior quantidade. São eles: nitrogênio(N), fosfato(P), e potássio(K). Felizmente a ração e os dejetos dos peixes fornecem a maioria destes nutrientes, na forma de amônia, nitratos, e fosfatos. Daí a importância das plantas na limpeza da água. O excesso de alimentação dos peixes, pode gerar excesso destes nutrientes, intoxicando água, ou resultando em infestações de algas.

Estes nutrientes também podem ser inseridos no aquário através de fertilizantes específicos para plantas aquáticas (não use fertilizantes para plantas comuns, as dosagens são muito elevadas), caso tenha poucos ou nenhum peixe.

Elementos traço
Os elementos traço, são outros nutrientes usados em quantidades muito pequenas pelas plantas, também são conhecidos como micro-nutrientes. Porém, mesmo sendo usado em quantidades pequenas, são limitantes no crescimento das plantas. E sua ausência pode até mesmo matá-las.

Os mais importantes são magnésio, ferro, cálcio, boro e outros. A maioria destes nutrientes é provida pela água de torneira, por isso é muito importante a realização de trocas parciais. A maioria dos aquaristas recomendam uma troca de 25% da água a cada duas semanas, mas novamente temos que pensar no equilíbrio bioquímico (as proporções), ou seja, quanto mais variadas as plantas que tivermos, e quanto mais dos outros elementos adicionarmos ao aquário, mais trocas teremos que fazer. Existem relatos de aquaristas que trocam 15% a cada 3 semanas e têm belas plantas, porém plantas “fáceis”. Mas por outro lado conheço um aquarista(Mário da Aquabetta – Curitiba), que troca 20% toda semana, e se ele não fizer as trocas é visível a redução do desenvolvimento das plantas.

O ferro(Fe++) é um dos elementos traço mais importantes, mas a forma existente na água da torneira, rapidamente oxida ficando impossível a sua utilização pelas plantas. Sendo então importante a sua adição através de fertilizantes específicos, encontrados nas (boas) lojas de aquários. Mas cuidado pois o excesso de ferro pode ser prejudicial às plantas, e também é um bom estimulador de algas.

Os micro-nutrientes são necessários em quantidades muito pequenas, e qualquer excesso pode ser tóxico para peixes e plantas.

Substrato
O substrato é o “piso” do aquário, a sua espessura vai variar conforme o tipo de plantas que você for ter. Algumas plantas possuem grandes raízes, obviamente necessitam de um substrato mais espesso. Enquanto que outras, nem possuem raízes, sendo apenas afixadas por pedras ou troncos, ou permanecem flutuando.

O substrato também é uma importante fonte de nutrientes para as plantas que possuem raízes. Podendo ser preparado com aditivos como laterita, ou fertilizantes específicos para plantas aquáticas. Deve-se tomar cuidado quanto à granulometria, pois grãos muito finos ficarão compactados, impedindo a respiração das raízes. E grãos muito grandes são muito pesados impedindo o bom desenvolvimento das raízes. O ideal é misturar grãos de 2 a 3 mm de diâmetro, com grãos mais finos de 1 a 2 mm.

Existem algumas espécies de caramujos que se enterram no substrato, mantendo-o aerado, porém eu nunca vi para vender. Já usei com um bom efeito funcional e estético ostras de água doce, que coletei em alguns rios do litoral (rio Marumbi em Morretes).

Observações
Algumas plantas podem armazenar nutrientes, de modo que ao colocá-las no aquário elas podem apresentar um excelente desenvolvimento por cerca de um mês, mas se não for suprida a necessidade de nutrientes provavelmente ela vai perder folhas, e se não forem mantidas as condições mínimas, certamente irá morrer. Mas ela pode se adaptar, crescendo lentamente, sem deixar de ser bonita.

Assim como os animais competem por alimento, as plantas competem por nutrientes. Em aquários com poucos nutrientes (entenda agora como nutrientes todo o equilíbrio bioquímico: CO2 + Nutrientes + elementos traço + energia luminosa), será difícil manter diversas espécies de plantas, pois elas irão competir entre si. Mas não desanime, plantas pouco exigente podem ser mantidas juntas sem ter que gastar muito. Em aquários “high-tech” é possível manter uma variedade enorme de plantas, porém você terá que gastar mais com nutrientes, iluminação, CO2.

Lembre-se: as plantas são seres vivos, brotam, crescem e morrem, não se desespere quando uma planta morrer. Afinal a morte faz parte da vida.

Assim como as plantas competem entre si, elas competem com as algas, e sendo as algas bem menos exigentes é muito fácil ter problemas. Não se desespere. Tente descobrir o que está sobrando, ou faltando (geralmente só conseguimos através da tentativa e erro), que elas naturalmente desaparecerão.



Texto adaptado do site http://www.aquahobby.com

Autor: Eloy Labatut de Oliveira

A arte dos Bonsais

Jabuticabeira com 2,5 anos

Amoreira com 4 anos
Os bonsais (do japonês: 盆栽, bon-sai), que significa "árvore em bandeja") são mini-árvores podadas. O objetivo dessa poda é obter uma réplica de uma arvore da natureza em miniatura.


Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.


Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica há mais de 2000 anos.

Acupuntura Vegetal - Faça você mesmo

Fazer acupuntura em plantas não requer nenhuma grande especialização. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento pode fazer. Basta ter em mente os seguintes critérios:

Os pontos de energia nos vegetais, situam se  na junção. Ou seja, na junção entre o caule principal e os secundários (que derivam dele). Em cada um dos ângulos formados por esta junção situa se um ponto de energia acumulada. Um ponto de energia que pode ser estimulado.

Os pontos Yang, de energia positiva, responsáveis pelo crescimento e formação da copa, predominam nos angulos externos.

Os pontos Yin, de energia negativa, que respondem pela formação de flores, frutos e sementes, predominam nos ângulos internos.
Demonstração dos pontos Yin e Yang nas junções



Para a frutificação ou florescimento, é fundamental que o tratamento seja feito cerca de um mês antes da época prevista para início da brotação. A acupuntura deve ser aplicada nos ângulos internos, onde se acumula a energia Yin de polaridade negativa.

Faça o seguinte:

Insira, no ponto mais central (vértice) de 6 ou 7 das principais "forquilhas" da planta, dependendo do porte, pregos ou alfinetes. Se árvores e arbustos grandes, pregos; em plantas menores, alfinetes.

Os pregos ou alfinetes devem ser colocados com uma inclinação tal, que dividam exatamente ao meio cada um dos angulo internos das axilas. E devem ser empurrados, neste angulo, até uma profundidade de mais ou menos 1/5 do diâmetro do ramo.

Retirar, ou não, os pregos após a reação da planta fica a seu critério. Não é relevante.


Para estimular o crescimento, é fundamental que o tratamento seja feito no final do período de repouso vegetativo da planta. Na maioria dos casos, portanto, no final do inverno.

Proceda do mesmo modo explicado anteriormente, só que a acupuntura deve ser aplicada, obviamente, nos angulos externos, onde predomina a energia Yang (positiva).

Nada impede que ambos os tratamentos para florescimento e crescimento, por exemplo, sejam feitos simultaneamente. O importante é você ter em mente que a acupuntura é um processo de cura. Só deve ser usada, portanto, em casos de real necessidade.


 
Fonte de pesquisa: Revista Sitios & Jardins e http://www.paisagismobrasil.com.br

Acupuntura Vegetal

A acupuntura é apenas um dos ramos terapêuticos da Medicina Tradicional Chinesa. Seu método consiste na introdução de agulhas muito finas em pontos cutâneos precisos (acupontos ou pontos de acupuntura), os quais estão localizados ao longo da extensão de uma rede de canais ou meridianos.


No homem e nos animais existem vários meridianos, sendo que nestes não existe mapeamento de acupontos e de meridianos para todas as espécies.


Os meridianos ou rede de canais de energia são caracterizados em Yin ou Yang conforme a sua localização anatômica. No homem, os que têm posição ventral são Yin e os que possuem posição dorsal são Yang. Também existe uma correlação dos meridianos e de alguns pontos de acupuntura com os "5 elementos". Mas isso é um outro assunto...






O Céu, o externo e o alto são alguns aspectos Yang, enquanto que a Terra, o interno e o baixo são Yin.






Pela analogia própria do Taoísmo, uma árvore também tem características Yin e Yang. As suas raízes são mais Yin do que a sua parte aérea que é mais Yang. As suas folhas, por serem externas e expansivas, possuem características Yang, enquanto que as flores e os frutos são Yin por serem mantenedores das sementes que constituirão as próximas árvores.


No movimento natural da vida, portanto, nada é absolutamente Yin e/ou Yang. As sementes, que são representativas de um estágio Yin, quando começam a germinar iniciam um processo de crescimento ou Yang. Por outro lado, as folhas, com características Yang, iniciam um processo de decrescimento que vai do envelhecimento até a morte indo, portanto, da fase Yang para a fase Yin.


A copa das árvores é considerada Yang, entretanto possui ramos e galhos que se bifurcam formando ângulos internos e externos, respectivamente Yin e Yang. Existem árvores que também possuem os troncos bifurcados e, portanto, com os mesmos ângulos.


Se uma planta sofrer algum tipo de agressão, poderá entrar em desequilíbrio. Assim, se apresentarem folhagens pouco desenvolvidas estarão com uma disfunção Yang. Por outro lado, se não conseguirem florescer ou frutificar estarão com uma disfunção Yin.


Deve-se ressaltar que antes do início do tratamento com a acupuntura, toda e qualquer planta em questão deverá ser mantida em condições ideais de crescimento, logicamente estipuladas para cada tipo de espécie vegetal. Cuidados com iluminação, umidade do solo, nutrição, manuseio, condições climáticas etc., nunca devem ser desconsiderados.














Assim sendo, se uma árvore, por exemplo, apresentar problemas no crescimento do caule ou na formação da copa, o estímulo deverá ser nos ângulos externos formados pelos ramos, galhos ou troncos. Se a dificuldade estiver na insuficiência da produção de sementes, flores ou frutos, o tratamento com a acupuntura deverá ser na inserção dos ângulos internos daquelas estruturas.


O estímulo normalmente é feito com algum objeto pontiagudo, cujo calibre deverá ser maior ou menor dependendo do tamanho da planta que será tratada. Pode-se utilizar, por exemplo, alfinetes, agulhas ou pregos.






No tratamento das árvores, utiliza-se prego comprido e grosso, pois deve-se perfurar a casca até atingir o cilindro central da estrutura escolhida. Os pregos devem ser mantidos permanentemente no local.


Na falta de qualquer um dos objetos perfurantes, pode-se raspar a casca até atingir o respectivo cilindro, preservando-se, porém, a integridade dos vasos condutores da seiva.


Normalmente, estimula-se de 5 a 9 pontos em cada planta, sendo que as bifurcações escolhidas devem ser as mais baixas, ou seja, mais próximas ao solo.


A acupuntura auxilia na recuperação do equilíbrio rompido, pois as plantas tratadas mostram-se mais fortes e sadias.






Nada mais justo encerrarmos este assunto com uma outra preciosidade literária deixada para a humanidade. Ela foi depreendida dos arcanos de Hermés, o Trismegisto, gravados na "Tábua de Esmeraldas", e retrata a não existência da Lei da Polaridade sem a Lei de Reciprocidade. Assim, citamos tão sábias palavras, propícias para meditação:






"É verdade, é certo, é real que aquilo que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo, para a realização das maravilhas da Causa Única. E do mesmo modo que todas as coisas são feitas de Um só, por mediação de Um só, assim também todas as coisas nasceram dessa mesma única Coisa, por adaptação. O Sol é seu Pai; a Lua é sua Mãe; o Vento a contém em seu seio; a Terra é sua nutridora.


"Eis aí o Pai do universo telesmo do mundo inteiro. Seu poder é inteiro, quando metamorfoseado em Terra.


"Tu separarás a Terra do Fogo, o sutil do grosseiro, com delicadeza e prudência. Ele se eleva da Terra ao Céu e de volta desce do Céu à Terra e recebe a força das coisas, tanto de cima como de baixo.


"Assim tu terás a glória do Universo inteiro, pois toda obscuridade afastará de ti. Aí reside a força de todas as forças que vencerá toda coisa sutil e penetrará toda coisa sólida.


"Assim foi o universo criado. Daí se originarão maravilhosas adaptações, cuja maneira, aqui se acha.


"Razão de me chamar EPMH Hermés o Trismegisto possuindo as três partes da Filosofia.


"O que acabo de revelar está completo sobre o Magistério do Sol".



E-mail enviado pela Dra. 
Maria Christina Gaviolle  em 17/01/2012
From: chris.gaviolle@terra.com.br
To: pauloheib@hotmail.com
Subject: Acupuntura Vegetal
Date: Tue, 17 Jan 2012 11:46:40 -0200


Bom dia Paulo!


Com grande alegria, verifiquei que você utilizou no seu site alguns trechos de um artigo que eu escrevi sobre Acupuntura Vegetal, entretanto, gostaria que os dados abaixo fossem acrescidos, pois são dignos de atenção.

Atenciosamente,

Maria Christina Gaviolle.



"Este artigo foi fruto de pesquisas realizadas para o site Jardim de Flores - www.jardimdeflores.com.br. Fui inspirada a escrevê-lo, quando li o capítulo sobre Acupuntura Vegetal, descrito no livro “Acupuntura - Elementos Básicos”, dos autores Ary Teles Cordeiro e Ruy César Cordeiro, conforme citado abaixo na bibliografia. Entretanto, gostaria de deixar registrado os meus agradecimentos, a minha admiração e homenagem ao idealizador de toda a metologia descrita, o Dr. EVALDO MARTINS LEITE, meu mestre na senda da acupuntura.

Acredito que esta nota se faz necessária, pois lamentavelmente, tal autoria e reconhecimento também não consta do livro fonte".







* TEXTO DA Profa. Dra. Maria Christina Gaviolle é: Biomédica; Acupunturista pela ABA – Associação Brasileira de Acupuntura; especialista em Acupuntura Tradicional pelo CONBRAC – Conselho Brasileiro de Acupuntura; Membro da Comissão de Acupuntura do Conselho Regional de Biomedicina em São Paulo – CRBM 1ª Região; Mestre e Doutora pela Universidade de São Paulo. Sua tese de Doutorado foi pioneira na sugestão de um modelo experimental para o estudo dos mecanismos de ação da acupuntura. Já ministrou várias palestras sobre acupuntura e ciência. É autora e co-autora de dezenas de trabalhos científicos apresentados em Congressos e de outros publicados em revistas científicas nacionais e estrangeiras.

Stanhopea tigrina - Orquídea












Uma belíssima orquídea do Sul da América Central, mais precisamente do Méximo, vegeta a uma altitude inferior a 1100m, com hastes florais pendentes, nascidas na base dos pseudobulbos, com uma única folha pliçada. Flores grandes e perfumadas,com 6 cm de diâmetro, que duram cerca de 4 dias. Floresce nos meses de agosto e setembro, podendo ir até dezembro. Pseudobulbos ovais, bastante enrugados. Recomenda-se cultivar em cachepôs de madeira porque as inflorescências surgem de cima para baixo. Daí a Stanhopea ser conhecida de "ponta cabeça", "cabeça para baixo" ou "passarinhos", por serem parecidas com os pássaros. Sombreamento 70%, muita umidade e regas frequentes. Face seu perfume intenso, as abelhas masculinas euglossini fazem a polinização.

Texto: Vera Coelho


Link original: http://orquidarioterradaluz.blogspot.com/2008/08/stanhopea-tigrina.html


Fotos: Paulo Heib

Uma bela foto...

A terra (substrato)



É a terra que nutre e fixa a maior parte das espécies vegetais. Por isso, precisa de especial atenção e de todos os mimos que podemos dar a ela.
Quem gosta de plantas precisa saber “sujar” as mãos com terra, pelo menos de vez em quando. Pode-se tocar o substrato para sentir a textura, a umidade, a temperatura, a granulação ou só colher uma amostra para análise laboratorial, mas uma coisa é certa suas condições devem ser um ponto constante de observação, já que estar atento às condições ao substrato com que se trabalha é requisito básico para o sucesso do quer que se deseje plantar.
Obviamente, em casos anormais, certos diagnósticos só podem ser dados após a consulta a um profissional, mas, pensando na situação corriqueira de um jardim de quintal e na manutenção dos vasos de casa, não é preciso ser nenhum expert em agronomia ou biologia para obter algumsa informações importantes sobre o solo. Basta prestar um pouco de atenção em alguns critérios importantes.
TexturaTerra lisa, úmida e viscosa indica presença de argila, com tendência a empedrar, compactar e rachar se não for cuidada. Pode ser rica em minerais, como ferro e alumínio.
Terra seca, fofa e leve é mais arenosa, arejada e permeável, mas apresenta tendência a estar misturada com cascalho ou partículas maiores, podendo apresentar mais dificuldade para reter os nutrientes.
cor1
Cor
Escura
 – indica presença de matéria orgânica e boa fertilidade. Também pode ser indício de que o pH é mais ácido e de que o ambiente tem boa oferta de magnésio
Vermelha - normalmente, quer dizer que a terra está rica em ferro. Muitas pessoas acreditam que toda terra vermelha é argilosa, mas nem sempre isso é verdade – assim como pode haver argila em solos de outras tonalidades.
Clara – sinaliza para o meio alcalino, e requer cuidados redobrados com pragas e doenças.
Amarelada – esbranquiçada ou bege clara indicam presença forte de areia e cascalhos.
IrrigaçãoQuando surgem pequenas poças ao molhar, provavelmente, é indício de que tem bastante argila em sua composição e há grande chance de o pH ser ligeiramente ácido.
Drenagem
Quando a água escoar rapidamente, isto significa que o solo tem grande capacidade  de drenagem e/ou é mais arenoso. Também  pode ser indício da presença de minhocas e outras espécies benéficas da microfauna ou, ainda, de muita pedra e cascalho.
Infiltração
Ao reter muita água sobre a superficie, o solo está sinalizando que há algum problema de infiltração ou o solo é compactado.
Superfície barrenta
Se o solo fica barrento ao receber água, porém sem poças, ele tem composição mista, nem muito argiloso e nem arenoso demais, eventualmente composto por silte.
De forma geral, o pH natural do solo no Brasil é levemente ácido, e essa condição costuma ser benéfica para boa parte das principais plantas de jardim que são cultivadas no país. Mas, como tudo na vida, o excesso desequilibra o bom funcionamento de qualquer sistema. Diante da suspeita de que há alguma descompensação séria na terra, submeta o material a análise em laboratórios de institutos agronômicos ou universidades. Com base nos resultados. Você terá condições de saber qual a melhor forma de corrigir ou equilibrar a terra.
Com base nas informações, algumas ações simples e naturais podem ser adotadas para equilibrar ou corrigir o que for preciso. Confira.
Excesso de argilaMisture bem um pouco de húmus à primeira camada de terra e aplique esterco curtido com certa regularidade, sempre seguido de uma camada bem fina de serragem ou palha. Além disso, dê preferência para garfos, tridentes e ferramentas mais serrilhadas ou perfurantes na hora de revolver o solo, evitando pás e enxadas.
Muita areia
Realize um trabalho constante de adubação com húmus. Tente plantar, pelo menos, algumas espécies de porte médio e grande, para evitar que as partículas da terra sejam carregadas para longe, assim como plantas com raízes de crescimento rápido.
pH muito básico
Agregações de composto orgânico e bastante rega costumam dar conta do recado. Também se pode recorrer a cascas e agulhas de pinus.
pH ácido demais
Basta acrescentar cinza de madeira ou pó de rochas, ostras, lagostas e conchas moídas.
Texto do blog plantasonya.com

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Roberto Burle Marx - O paisagista a frente do seu tempo

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 13/8/2010

Sua visão futurista, sua ousadia, sua imaginação criativa e indômita e seu patriotismo o transformaram no reformulador do paisagismo brasileiro – Rômulo Cavalcanti Braga



A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está intrinsecamente ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Quarto filho do alemão Wilhelm Marx com a pernambucana Cecília Burle, Roberto nasceu em São Paulo, em 1909, mas ainda nem havia ido para a escola quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Na casa ao pé do morro da Babilônia, perto do mar, ele começa a cuidar de seus primeiros canteiros, motivado pela mãe que cultivava um jardim de estilo europeu, e pelo pai, que assinava revistas estrangeiras de jardinagem. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. Lá, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen.


De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa. Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30.

Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata. O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível para o conservadorismo da época. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes.

No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela c orrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa. A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem um paisagismo renovador. A associação entre Burle Marx, Niemayer e Lúcio Costa não pára mais.

Profundo admirador e apaixonado pela flora brasileira Burle Marx, realiza incontáveis incursões por todo país a procura de exemplares raros e exóticos. Encontra nas Bromélias um sentido inovador e revolucionário para dar asas a sua imaginação criativa e indômita. Em Brasília, assinou os projetos das áreas verdes do Plano Piloto e inovou ao usar o Buriti, uma espécie de palmeira, em espaços urbanos.

Pouco a pouco, através de estudos aliados a prática, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. Faz de sua relação com a natureza uma prática monástica. Sua reverência a flora torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente. Burle Marx levou para o paisagismo o ideário da arte e arquitetura modernas. Rejeitou as flores exóticas com que o país compunha seus jardins públicos e particulares e trouxe para as praças a antes desprezada vegetação nativa. Compôs jardins como quem cria obras de arte. Pensou na topografia, no meio ambiente, na arquitetura e na plasticidade para projetar jardins e praças no Brasil e em mais de vinte países.


Burle Marx foi o paisagista que descobriu a riqueza da flora nativa do Brasil. Amante da natureza, chegou a catalogar 46 novas plantas e emprestou seu nome para várias espécies. Ao criar o projeto de paisagismo da Praça dos Cristais, Burle Marx utilizou 53 tipos de plantas, muitas delas não nativas do cerrado. Algumas não se adaptaram ao clima de Brasília e não sobreviveram. Outras resistiram e estão lá até hoje. Um exemplo é o Buriti de aproximadamente 12m que se encontra no local há 38 anos.

O homem de cabelos e bigodes brancos já havia passado dos 70 anos quando decidiu coordenar uma expedição científica à Amazônia. Botânicos, arquitetos paisagistas e fotógrafos percorreram mais de 10 mil quilômetros em 53 dias de exaustiva rotina de observação, coleta de espécies, documentação, catalogação e embalagem de plantas vivas, como relata Vera Beatriz Siqueira em Burle Marx, da editora Cosac Naify.

O mesmo desbravador de florestas — que se apossou do espírito dos viajantes europeus dos séculos passados — era um paisagista que, na prancheta, desenhava projetos que ainda no papel já eram uma obra de arte. Apesar disso, “o desenho jamais determinou o destino do jardim, que o paisagista sabia ser imprevisível e instável”, como escreve Vera Siqueira.

Quando a pintora modernista Tarsila do Amaral conheceu as praças de Roberto Burle Marx (1909 / 1994), logo o chamou de Poeta dos Jardins. E, assim, sintetizou uma das grandezas do paisagista: projetar jardins como quem pinta um quadro. Ele reunia plantas e flores com cores, texturas e formatos complementares, entremeadas a painéis e esculturas, transformando a paisagem numa obra de arte. A busca pelo aspecto pictórico nas composições era uma das prioridades de Burle Marx, assim como a utilização de espécies nacionais, aponta Haruyoshi Ono, paisagista e diretor do escritório Burle Marx & Cia.



Convidamos você para o próximo artigo onde serão abordadas alguns projetos de Burle Marx, não deixe de ler.

Rômulo Cavalcanti Braga é paisagista
Contato: romulocbraga@uol.com.br

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Kassab cria parques onde São Paulo já é verde


As regiões com grande cobertura vegetal de São Paulo concentram os maiores entre os novos cem parques que a prefeitura quer criar até 2012. Não há previsão de novas áreas verdes em regiões áridas da cidade, como Brás, Sé, Santa Cecília e República.
A informação é de reportagem de Eduardo GeraqueEvandro Spinelli e Vanessa Correa, publicada na edição da Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Dados da prefeitura indicam que quase metade da cidade tem uma relação baixa de área verde por habitante. A cobertura vegetal se concentra nos extremos sul e norte da cidade, além de um pequeno trecho a leste. Nesses locais a prefeitura está fazendo cinco novos parques com mais de 1 milhão de metros quadrados de área.
De acordo com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, há mais potencial de implantação de parques com maior área nas regiões com maior cobertura vegetal.
O secretário Eduardo Jorge, no entanto, disse que a intenção é distribuir as áreas verdes por toda a cidade.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Região na divisa da Freguesia do Ó e Brasilândia, na zona norte, já tem verde e ganhará novo parque
Região na divisa da Freguesia do Ó e Brasilândia, na zona norte, já tem verde e ganhará novo parque
Diego Padgurschi/Folhapress
Já a região de Santa Cecília, no centro, não tem espaços verdes e deve continuar assim, sem previsão de parques
Já a região de Santa Cecília, no centro, não tem espaços verdes e deve continuar assim

Manutenção de jardins


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Manutenção de jardins

[Por Marisa Lima] 

Muitas vezes, quando sou contratada para fazer um projeto de paisagismo, a primeira questão que o cliente coloca é que “quer um jardim sem necessidade de manutenção”. Um jardim sem manutenção NÃO EXISTE. Podemos colocar plantas de fácil manutenção, porém ela sempre vai ser necessária.

Quando se contrata um profissional para fazer a manutenção, deve se levar em conta o conhecimento técnico deste profissional. Fazer manutenção não é apenas cortar a grama. Para se manter um jardim bonito e saudável precisamos de muitas etapas.

Nunca contrate o jardineiro ou o paisagista que cobrar o menor valor. O valor cobrado depende da experiência, do tamanho da área, da dificuldade da manutenção. Pesquise sempre sobre o trabalho do profissional a contratar.

O que uma manutenção deve incluir:

- poda da grama, de contenção e de formação, isto inclui galhos e folhas secas, com pragas ou doenças;



- adubação na época certa e em quantidades corretas, pois o excesso de adubo pode matar suas plantas;

- retirada de ervas daninhas e plantas invasivas;

- tratamento fito-sanitário com defensivos em dosagens corretas e com a fórmula certa para cada praga e doença;

- aeração do solo;

- replantio de mudas;

- rega.

Verifique se as ferramentas estão bem afiadas, pois uma tesoura que mastiga o galho de sua planta pode danificá-la para sempre.



Verifique também se o jardineiro retira as ervas daninhas da grama antes de cortá-la, pois existem os que passam o cortador na grama e apenas no mato, e, como o mato cresce mais rápido, ele surgirá antes mesmo do próximo corte da grama trazendo um aspecto de desleixo ao jardim.

É necessário que exista, além do jardineiro, o acompanhamento técnico do paisagista, principalmente na escolha adequada das mudas a serem replantadas ou das mudas novas que serão acrescidas ao jardim.

 Eu (ao fundo) orientando o plantio.




RETIRADO DO SITE
http://blogdepaisagismo.lopes.com.br/2009/02/manutencao-de-jardins.html

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