Ervas medicinais: o chá da vovó

Ervas medicinais: o chá da vovó

É sempre bom termos à mão uma erva fresca na hora em que precisamos fazer um chazinho, seja por puro prazer ou por algum probleminha ou disfunção na nossa saúde. Se as pessoas soubessem como é fácil manter as tradicionais ervinhas em casa...

A vida moderna oferece tantas fórmulas farmacêuticas que acabamos esquecendo o famoso "chazinho da vovó", ou então acabamos apelando para aqueles sachês industrializados. Porém, quem se aventura a ter as plantinhas em casa tem dois prazeres: o cultivo (que é simples) e a degustação de uma excelente bebida feita de forma saudável.

Para tê-las em casa você não precisa viver em um rancho, basta usar a criatividade e um cantinho onde bata sol pelo menos metade do dia, ou de manhã ou de tarde (ou o dia todo, claro). Mesmo morando em um apartamento na Av. Paulista você pode tomar o chá de hortelã de seu próprio cultivo.

O material do recipiente a ser utilizado pode ser plástico reciclado, cimento, amianto, cerâmica, enfim, qualquer material, pois isso em nada interferirá no desenvolvimento da erva. Escolha o apropriado ao espaço que você tem em sua casa. Se optar por colocar jardineiras em suportes na parede, escolha o material mais leve para evitar acidentes.

O tamanho do recipiente para as plantas se desenvolverem sempre dependerá de cada planta, ou seja, de que forma ela cresce. Há ervas rasteiras (como a hortelã, poejo, erva-cidreira, novalgina) e há ervas eretas (como o capim-limão, manjericão, alecrim, erva-doce, camomila, boldo, louro). 

As rasteiras ficam melhor acondicionadas em jardineiras com profundidade de pelo menos 15cm e de preferência plantadas individualmente, para evitar conflitos com outras espécies. Por essa razão eu nunca as planto em canteiros, pois algumas tendem a ser invasivas e a proliferarem sob a terra, como a hortelã e a novalgina. Uma vez plantadas na horta, é necessário sempre fiscalizá-las para manter o controle!

As eretas podem ser plantadas em pequenos vasos ou potes (sempre furados no fundo), com profundidade de pelo menos 15cm. Em geral suas raízes fasciculadas não requerem muito espaço para se desenvolver (com exceção de arbustos como o boldo ou o louro, que exigem espaços maiores devido ao tamanho final da planta). Estas podem ser plantadas em canteiros sem problemas.

Basicamente, todas elas precisam de sol, sol, muito sol. E, consequentemente, muita água (com exceção de ervas de origem Mediterrânea, como o alecrim, por exemplo, que devem ser regadas moderadamente).

Adubação é sempre necessária. Adubos orgânicos são sempre mais recomendados por não se correr o risco de causar "excesso", ao contrário da adubação química que se não for dosada corretamente pode prejudicar a planta, queimando-a ou mesmo a matando. Se você já tiver experiência com essa última, o efeito na planta é mais rápido. Porém, é necessário sempre seguir as orientações do rótulo do produto!

A poda nessas herbáceas acaba sendo realizada quando retiramos seus galhos e folhas para o uso, então sempre devemos estar atentos a qual parte da planta utilizaremos, a fim de manter a planta sadia e aumentar a sua durabilidade. Plantas com desenvolvimento muito rápido devem sim ser podadas, como o boldo ou a erva-doce, para contenção de seu tamanho.

Para quem quer usar de imediato as ervas, recomendo que se adquira mudas já formadas. Para quem não tem pressa e quer vê-las crescer, há sementes disponíveis nos mercados e gardens.

Aqui também é possível adquiri-las, através do e-mail pauloheib@hotmail.com



Texto: Paulo Heib

Participação do BLOG Flores & Plantas na revista Paisagismo & Jardinagem 118 - Adubos Orgânicos

Adubos orgânicos

Conheça alguns adubos orgânicos e saiba por que são indicados pelos especialistas

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Foto: Hamilton Penna | Conheça alguns tipos de adubos orgânicos
Conheça alguns tipos de adubos orgânicos
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O vigor e a saúde das plantas estão diretamente relacionados ao equilíbrio nutricional obtido por meio da adubação. Os especialistas concordam ao afirmar que compostos orgânicos - produzidos a partir de resíduos animais e vegetais - são sempre a melhor opção, tendo em vista os baixíssimos riscos de contaminação do terreno e de intoxicação da vegetação e de quem realiza a aplicação.

Leonardo Amaral Ferreira, engenheiro agrônomo e assistente de plantio na Alex Hanazaki Paisagismo, de São Paulo, SP, adiciona à lista de vantagens dos adubos orgânicos os fatores positivos associados ao solo, como o aumento significativo da quantidade de micro-organismos benéficos; a maior disponibilidade e facilidade de absorção de nutrientes; a diminuição de temperatura, pois eleva a capacidade da terra de armazenar água; a melhora na estrutura; o avanço no desenvolvimento das raízes; e a menor incidência de erosão.

Segundo Paulo Cezar Heib, paisagista que mantém o blog Flores e Plantas, da capital paulista, os mais comuns são os estercos (bovino ou de galinha), torta de mamona (que está sendo substituída pela torta de algodão), farinha de osso, húmus de minhoca e os derivados da compostagem, que é um processo de decomposição que inclui partes vegetais, restos de alimentos e papel.

Para Ferreira, o adubo orgânico mais completo é o húmus, originário da decomposição de detritos orgânicos, como resíduos de animais (farinhas de osso e de peixe, esterco, urina e resquícios de animais mortos), vegetais (palha, folhas secas e materiais de poda), urbanos (lodo de esgoto, restos de comida e cascas de fruta) e da agroindústria (vinhaça oriunda da produção de etanol e torta de filtro das usinas de cana-de-açúcar). 
Embora existam alguns adubos orgânicos em formato líquido porque passaram pelo processo de industrialização, são comumente encontrados em pó ou farelado, muitas vezes com um aspecto semelhante à terra. O tamanho das embalagens varia entre 1 e 30 kg.

Heib diz que o ideal é preparar o solo antes do plantio acrescentando os adubos orgânicos e deixar descansar por pelo menos sete dias. Se a planta já estiver no canteiro, a recomendação é revolver a terra no entorno para incorporar o composto orgânico. Após esse procedimento, a rega é fundamental, pois a água é responsável por levar os nutrientes até a raiz. Já a aplicação das versões líquidas deve seguir a dosagem e as indicações do fabricante. 

O composto orgânico age lentamente e perdura por um longo período na terra, enquanto o químico tem ação imediata, porém deve ser aplicado em intervalos menores porque se esvai rapidamente. O paisagista orienta empregá-lo a cada 30 dias, não menos que isso. "Nas embalagens há um descritivo com a quantidade para ser usada por metro quadrado ou por tamanho de vaso."

O engenheiro agrônomo alerta que as plantas podem apresentar alguma toxicidade se o produto orgânico ainda não tiver sido totalmente decomposto. "Por isso, fala-se muito em esterco de curral curtido, o qual já se transformou em húmus, porque o fresco pode ser altamente tóxico", finaliza.

Hortas urbanas produzem de couve a feijão a poucos metros do asfalto


29/05/2013 - 04h00

Hortas urbanas produzem de couve a feijão a poucos metros do asfalto

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GUSTAVO SIMON
DE SÃO PAULO
THIAGO MATTOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Seu Inácio Neres, 68, sai de casa, atravessa a rua e abre o portão baixo, improvisado com uma tela. No chão argiloso, cortado por dez canteiros cobertos por terra fofa, ele ergue o tecido que os protege e passa a meia hora seguinte regando mudas de alface, couve, coentro, pimenta...
Avener Prado/Folhapress
Uma das hortas urbanas comunitárias de São Paulo, na Vila Pompeia.
Pés de alface crescem na horta da Vila Pompeia, na zona oeste
A cena parece descrever o cotidiano de uma cidade do interior, mas acontece toda manhã na Vila Nova Esperança, no limite de São Paulo com Taboão da Serra. E não é de todo estranha à metrópole.
Seu Inácio tem a companhia de gente que faz o mesmo na Pompeia, na Vila Beatriz, na Vila Industrial e até na avenida Paulista com a rua da Consolação.
Muitas regiões da cidade viram, nos últimos meses, moradores saírem de casa e tomarem para si praças e terrenos ociosos (alguns abandonados, outros da prefeitura) erguendo hortas comunitárias, nas quais qualquer um pode pôr a mão na terra.
É só chegar e ajudar a plantar. Ou colher e levar para casa -gratuitamente, sem preços inflacionados (como o caso recente do tomate).
De setembro do ano passado até hoje, seis espaços assim foram criados -quatro neste ano. Mais quatro devem ser inaugurados nos próximos meses: no Butantã, em Brasilândia, na Faculdade de Medicina da USP (em Pinheiros) e no Centro Cultural São Paulo (na Liberdade).
Karime Xavier/Folhapress
Plaquinhas na Horta das corujas, na Vila Beatriz, zona oeste de São Paulo.
Plaquinhas na horta das Corujas, na Vila Beatriz, zona oeste de São Paulo
HORTAS ABERTAS
Perto do encontro da avenida Paulista com a rua da Consolação, um canteiro de 30 m2quase não chama a atenção de quem circula por ali. Mas quem se detém e observa melhor percebe que o pequeno verde no meio do concreto guarda pés de alface, manjericão e até café.
A chamada praça do Ciclista, ponto de encontro de cicloativistas, passou a receber o cultivo de hortaliças em outubro passado. A rega é feita todas as tardes por seis voluntários, que se revezam na manutenção da horta, sem cercas protetoras, rodeada por vias entre as mais movimentadas da cidade.
Ainda assim, plantas sem viço -e uma sujeira aqui e ali- podem dar a impressão de certo ar de abandono.
Na horta do BNH, na Vila Madalena, as plantas são espalhadas por pontos dispersos na praça. A ausência de cercas permite que cachorros transitem por ali, livremente. O mesmo se observa na horta da Nascente, na Pompeia.
Além de receber ajuda em mutirões semanais, os voluntários fazem parte de um grupo que cuida de outras hortas comunitárias na cidade, os Hortelões Urbanos.
O grupo se formou pouco antes da criação da horta das Corujas, que ocupa 800 m2 da praça Dolores Ibarruri, na Vila Beatriz. Isolado do conglomerado urbano por árvores, o espaço é o mais bem organizado desse movimento.
Seus organizadores estão entre os poucos que estabeleceram um acordo, ainda que informal, com a subprefeitura e mantêm diálogo aberto com o poder público.
As demais hortas visitadas pela reportagem ainda não haviam estabelecido acordos com a prefeitura.
Antes de começar a plantar, os voluntários da horta das Corujas bancaram análises do solo e da água. E um documento define diretrizes para a manutenção.
Os canteiros foram protegidos por uma cerca baixa, para evitar a circulação de animais -mas sem cadeado, para que os interessados circulem livremente.
Karime Xavier/Folhapress
Horta das corujas, na Vila Beatriz, zona oeste de São Paulo.
A voluntária Claudia Visoni cuida da horta das Corujas
Uma placa informa regras como a proibição do cultivo de árvores frutíferas (propícias para a formação de arbustos) e as datas de mutirões.
O que é cultivado ali vai para a mesa de muita gente do bairro. "Nunca tinha comido um feijão que eu tinha plantado. Sentei para debulhar com a minha filha e foi muito gostoso", conta a jornalista Claudia Visoni, 47, uma das envolvidas na iniciativa.
A colheita não tem regras definidas, mas o dia a dia desses espaços leva a sério a ideia de comunitário.
Ainda que utensílios, mudas e adubo cheguem às vezes por meio de doações, são os próprios voluntários que se mobilizam para conseguir os materiais.
Além de produzir alimentos, essas hortas podem ter outros usos. Na da Vila Anglo, na Pompeia, os organizadores promovem oficinas de educação ambiental com crianças do bairro.
A COLHEITA É LIVRE
Em geral, a colheita nas hortas comunitárias de São Paulo é livre. Qualquer pessoa que encontrar algo maduro pode pegar, independentemente de ter colaborado com o cultivo, e sem restrições de quantidade.
Na maior parte das vezes, também não há data específica para a colheita. Nem mesmo os mutirões se concentram nessa etapa -priorizam a manutenção do espaço.
Em outros casos, porém, uma pessoa fica encarregada de recolher a safra e dividi-la.
Na horta da Vila Nova Esperança, a líder comunitária Lia de Souza distribui as hortaliças entre as famílias interessadas. O mesmo acontece no espaço da Vila Industrial, onde os responsáveis centralizam a distribuição.
Editoria de Arte/Folhapress

Cultivando Plantas de Sombra


Veja como cultivar plantas em ambientes internos com pouca luz
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Simone Sayegh
Do UOL, em São Paulo
  • Divulgação
    Com folhas ornamentais, a espécie Philodendron martianum deve ser cultivada em locais sombreados
    Com folhas ornamentais, a espécie Philodendron martianum deve ser cultivada em locais sombreados
Uma boa saída para quem não tem uma área externa ajardinada é o cultivo de plantas de sombra dentro de casa ou do apartamento. Os halls de entrada, os cantinhos dos espaços internos e os vãos de escada são perfeitos para receber os vasos com estas espécies ornamentais. 
Segundo o paisagista João Jadão, da empresa Planos e Plantas, existe uma grande variedade de plantas que se adaptam a diferentes modelos de vasos e cachepôs e que vivem perfeitamente bem em um cantinho pouco iluminado. Mas Jadão ressalta: estas espécies são de sombra, porém não "de escuro", por isso, precisam de luz, temperatura adequada e ventilação. 
 
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Conheça espécies de sombra e meia-sombra9 fotos

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De folhagem ornamental, os filodendros, do gênero Philodendron, são indicados para locais sombreados. Na foto, a espécie Philodendron cascata I Fonte: Heloiza Rodrigues - paisagista Divulgação
 
"Procure dar às plantas as condições semelhantes ao seu habitat natural, portanto  pesquise qual o porte que a espécie atingirá no futuro, evitando confinamento", orienta Jadão. Não se esqueça também de providenciar um solo rico em matéria orgânica e tenha cuidado com a irrigação, porque grande parte dos exemplares morre por excesso de água e não por escassez.
 
Conforme a docente do Departamento de Fitotecnia da Unesp – Campus de Ilha Solteira, Regina Maria Monteiro de Castilho, as plantas de sombra, por definição, são aquelas que não toleram luminosidade direta e intensa. Se "tomarem" sol, suas folhas perdem o valor ornamental e ficam queimadas, sendo que muitas vezes esta situação pode ser confundida com falta ou excesso de nutrientes ou com alguma doença.
 
A paisagista Heloiza Rodrigues, da Prima Plantarum, ainda reforça que além desses danos, a espécie de sombra ou meia sombra exposta ao sol pode diminuir seu crescimento, floração e até morrer. "Elas precisam de menos luminosidade para crescer, pois absorvem a luz disponível com maior eficiência", explica. 
 
No entanto, como mencionou Jadão, essas plantas precisam de luz, mesmo que de forma indireta. Sem a luminosidade suficiente, a planta não consegue realizar a fotossíntese e acaba ficando desnutrida e menos resistentes a pragas e doenças. 
 
  • Divulgação
    De meia-sombra, a espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata) é bastante resistente
Outro ponto importante é a ventilação do local, que deve ser natural e de pouca intensidade.  "Em ambientes onde o ar-condicionado fica ligado o dia todo, a possibilidade da planta ser atacada por pragas e doenças é muito grande", alerta Rodrigues.  
 
Por outro lado, se ela estiver em um local onde venta muito, provavelmente precisará de mais água, já que a evaporação será maior. A paisagista ainda salienta que os ventos fortes causam estresse às plantas. 
 
Entre as espécies indicadas para ambientes internos, estão as palmeiras do gênero Chamaedorea, conhecidas como palmeirinhas de sombra. Por sua vez, se você procura plantas mais altas, uma opção é a palmeira licuala-grande (Licuala grandis), de meia sombra, e que pode ser utilizada em ambientes externos sem vento e bem protegidos do sol intenso.
 
Já as espécies do gênero Philodendron possuem variações quanto ao tamanho e cor. Caso prefira uma folhagem menor, escolha a espécie filondentro xanadu (Philodendron xanadu) ou os pacovás (Philodendron martianum).
 
Como cuidar
 
- Deixe o solo levemente úmido e não encharque os vasos e cachepôs, pois as plantas de sombra perdem muito menos água do que as de sol. O excesso de água pode causar o apodrecimento das raízes. 
 
- Regue as espécies menores uma a duas vezes por semana, enquanto que para as de porte grande, duas a três vezes regas semanais são recomendadas.  
 
- Entretanto, a frequência da irrigação pode variar dependendo do local onde a espécie está sendo cultivada. De modo geral, para saber quando regar, coloque o dedo na terra para sentir a umidade. Se a terra grudar no dedo, o substrato está úmido e não precisa ser molhado. 
 
- Limpe a folhagem dessas plantas com um pano úmido para não ficarem com uma camada de poeira.
 
- As espécies de sombra devem ser adubadas duas a três vezes por ano, porém nunca nos meses de inverno, quando a planta está em dormência. Utilize os adubos orgânicos como húmus de minhoca incorporado na terra do vaso ou os adubos líquidos, dissolvidos em água e aplicados quando o solo estiver úmido.
 
- Antes de podar, estude as características de cada espécie. Por exemplo, os filodentros não necessitam e não aceitam a poda de formação. Porém, as folhas amareladas sempre podem ser retiradas (poda de limpeza).
 
- Vistorie com frequência sua planta para seja tratada imediatamente caso apareça alguma praga ou doença.

10 plantas venenosas que podem matar você


Por  em 4.07.2011 as 16:43

As plantas venenosas dessa lista são mortais, assassinas impiedosas: elas contêm algumas toxinas que não podemos nem pensar em chegar perto. Até sementes de maçã contêm vestígios de cianeto, mas, nesta lista, vamos conhecer algumas plantas que contêm tais doses elevadas de toxinas que podem matar humanos em questão de horas. Em alguns casos, animais têm uma tolerância muito maior ao veneno. É chocante reconhecer algumas das plantas que você cresceu por perto, sem saber que apenas uma mordida poderia ter lhe matado.
Muitas das vítimas dessas plantas são crianças, pois elas muitas vezes têm aparência de frutas um pouco apetitosas, e os pequenos são curiosos, além de terem uma tolerância ainda menor para o veneno. Se for pai ou mãe, preste atenção nos itens abaixo:
1 – ABUNDÂNCIA (AGERATINA ADENOPHORA)
Essa planta nativa da América do Norte é altamente venenosa. Suas flores são brancas e, após a floração, pequenas sementes sopram com o vento. Elas têm uma alta porcentagem da toxina tremetol, que não é conhecida por matar seres humanos diretamente, mas indiretamente. Quando a planta é comida pelo gado, a toxina é absorvida em seu leite e carne. Quando os seres humanos, então, comem essa carne ou bebem esse leite, a toxina entra no corpo e se torna a chamada “doença do leite”, altamente fatal. Milhares de colonos europeus morreram da doença na América no início do século 19.
2 – ERVA-DE-SÃO-CRISTÓVÃO (ACTAEA PACHYPODA)
Essa planta com flores nativa do leste e norte da América do Norte tem veneno no seu fruto marcante, de um 1 centímetro de diâmetro, que lembra muito um olho. Apesar de toda a planta ser declarada tóxica para consumo humano, a parte mais venenosa é a toxina concentrada no fruto que, infelizmente, foi responsável por tirar uma série de vidas de crianças, já que também têm um gosto doce. As bagas contêm uma toxina cancerígena, que tem um efeito sedativo quase imediato em músculos cardíacos humanos e pode facilmente causar uma morte rápida.
3 – TROMPETA DE ANJO (GÊNERO DATURA)







As plantas desse gênero são às vezes chamadas de lírio, pela semelhança. Também são chamadas de trompeta de anjo, nativas das regiões tropicais da América do Sul, por causa das flores pendentes em forma de trompete, cobertas de pelos finos, que pendem da árvore. As flores vêm em uma variedade de tamanhos (14 a 50 centímetros) e em uma variedade de cores, incluindo branco, amarelo, laranja e rosa. Todas as partes da planta contêm toxinas. A planta é, por vezes, transformada em chá e ingerida como uma droga alucinógena. Como os níveis de toxicidade variam de planta para planta, e de parte para parte, é quase impossível saber a quantidade de toxinas que você ingeriu. Como resultado disso, muitos usuários têm overdose e morrem.
4 – NUZ-VÔMICA (STRYCHNOS NUX-VOMICA)
A árvore Estricnina é nativa da Índia e sudeste asiático. As pequenas sementes dentro do fruto verde para laranja são altamente tóxicas, com alcalóides venenosos. 30 miligramas dessas toxinas são o suficiente para serem fatais a um adulto, e levará a uma morte dolorosa de convulsões violentas devido à estimulação simultânea de gânglios sensoriais da coluna vertebral.
5 – TEIXO (TAXUS BACCATA)





Essa árvore é nativa da Europa, norte da África e sudoeste asiático. Ela tem sementes dentro de sua baga vermelha. Essa é a única parte do fruto que não é venenosa e permite que as aves a comam e espalhem as sementes. É preciso uma dose de cerca de 50 gramas para ser fatal para um ser humano. Os sintomas incluem dificuldade respiratória, tremores musculares, convulsões, colapso e, finalmente, parada cardíaca. Em casos de intoxicação grave, a morte pode ser tão rápida que os outros sintomas não são sentidos.
6 – CICUTA (CICUTA MACULATA)
Cicuta é um grupo de plantas altamente venenosas nativas às regiões temperadas do hemisfério norte. As plantas têm pequenas flores brancas ou verdes, dispostas em forma de guarda-chuva. É considerada a planta mais venenosa da América do Norte: contém uma toxina que provoca convulsões. O veneno é encontrado em todas as partes da planta, mas é mais concentrado nas raízes, que por sua vez são mais potentes na primavera. Além das convulsões quase imediatas, outros sintomas incluem náuseas, vômitos, dores abdominais, tremores e confusão. A morte geralmente é causada por insuficiência respiratória ou fibrilação ventricular e pode ocorrer poucas horas após a ingestão.
7 – ERVA DE LOBO (ACONITUM LYCOCTONUM)



O nome lycoctonum se refere ao uso desta planta para matar lobos (luco = lobo e ctonos = matar). Curiosamente, também é mencionada na mitologia e folclore de lobisomem como tanto sendo capaz de repelir lobisomens/licantropos, quanto induzir o estado de lobo, independentemente da fase da lua. Essas plantas perenes são nativas de regiões montanhosas do hemisfério norte. Contêm grandes quantidades de um veneno que costumava ser usado pelo povo Ainu do Japão como veneno para a caça nas pontas de suas flechas. Em casos de ingestão, os sintomas incluem queimação nos membros e abdômen. Com grandes doses, a morte pode ocorrer dentro de 2 a 6 horas. 20 mililitros são suficientes para matar um humano adulto.
8 – ERVILHA DO ROSÁRIO OU JIQUIRITI (ABRUS PRECATORIUS)



A planta é nativa da Indonésia, mas cresce em muitas partes do mundo. É mais conhecida por suas sementes, que são usadas como miçangas, pelo seu vermelho brilhante com um único ponto preto (não muito diferente de uma viúva negra). O veneno contido na planta (abrina) é muito semelhante ao veneno ricina, encontrado em algumas outras plantas venenosas. Há uma diferença principal, entretanto: a abrina é cerca de 75 vezes mais forte que a ricina. Ou seja, a dose letal é muito menor e, em alguns casos, tão pouco como 3 microgramas pode matar um humano adulto. O uso de sementes como enfeite ainda representa uma enorme ameaça; pessoas já morreram só de furar os dedos na broca usada para perfurar os orifícios minúsculos nas sementes.
9 – BELADONA (ATROPA BELLADONNA)
Beladona é nativa da Europa, norte da África e Ásia ocidental. É também uma das plantas mais venenosas do mundo, pois contém toxinas que causam delírios e alucinações. Outros sintomas de envenenamento incluem perda da voz, boca seca, dores de cabeça, dificuldade respiratória e convulsões. Toda a planta é venenosa, mas as bagas costumam ser mais, além de serem doces e atraírem crianças. 10 a 20 bagas podem matar um adulto, mas só uma folha em que os venenos estão muito mais concentrados pode matar um homem adulto. Estranhamente, nossos ancestrais “muito inteligentes” da era elizabetana (1500) usavam beladona como parte de sua rotina diária de cosméticos. Eles usavam gotas feitas a partir da planta como colírio, para dilatar as pupilas, considerado atraente porque dava ao usuário um olhar sonhador. As mulheres também bebiam cianeto, ou “sangravam” a si mesmas para obter uma cor pálida e uma pele translúcida.
10 – MAMOMA (RICINUS COMMUNIS)

As mamonas são realmente assassinas; de fato, é a planta mais venenosa do mundo, segundo o livro dos recordes Guiness. A planta é nativa da bacia do Mediterrâneo, África oriental e Índia, mas é amplamente cultivada como planta ornamental. A toxina chamada ricina é encontrada em toda a planta, mas está concentrada nas sementes/grãos (da qual o óleo de mamona é feito). Uma semente é suficiente para matar um humano em dois dias, em uma morte agonizante e longa. Os primeiros sintomas vêm dentro de algumas horas e incluem sensação de queimação na garganta e na boca, dor abdominal e diarréia com sangue e vômito. O processo é imparável e a causa final da morte é desidratação. Estranhamente, os humanos são os mais sensíveis a essas sementes: leva 1 a 4 para matar um ser humano plenamente desenvolvido, 11 para matar um cão e 80 sementes para matar um pato.

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